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Braz Campos Araújo |
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Braz Campos Araújo, (Santo Amaro da Imperatriz, 3 de fevereiro de 1937) é um historiador local. É de sua autoria a letra do hino de Santo Amaro da Imperatriz. Braz possui um verdadeiro acervo sobre Santo Amaro da Imperatriz e alguns municípios vizinhos. Conhece o rio Cubatão desde as suas nascentes, na serra do Tabuleiro, mas diz que só encontra as peças ali no município, que é conhecido pelas suas águas termais de excelente qualidade, razão pela qual, acredita-se, as madeiras são conservadas. Uma nave espacial e um saxofone de madeira antiquíssimo são algumas das 395 peças amontoadas em dois pequenos cômodos da casa de paredes descascadas, telhado, forro e piso em ruínas, que guardam raridades encontradas no fundo do rio Cubatão, no Município de Santo Amaro da Imperatriz, a 33 Km de Florianópolis. A chave que abre a porta desse tesouro está no bolso de Braz Campos de Araújo, que carrega também o orgulho de "ter sido escolhido por Deus" para encontrar essas peças, todas de madeira fossilizada e decomposta pelas águas do rio, que são muito ricas em sais minerais. São verdadeiras esculturas, mas a natureza não fez tudo sozinha. Repousam no fundo do rio, segundo Braz, há alguns séculos, e são resgatadas em mergulhos que chegam a profundidades que variam de 3m a 8m. Depois de seca-las ao sol, Braz dá os retoques finais, esculpindo as cordas de uma guitarra ou os dentes de um crocodilo. Braz conhece o rio Cubatão desde as suas nascentes, na serra do Tabuleiro, mas diz que só encontra as peças ali no município, que é conhecido pelas suas águas termais de excelente qualidade, razão pela qual, acredita-se, as madeiras são conservadas. Vem de longe - A primeira vez que mergulhou e saiu do rio com uma escultura foi aos sete anos, quando brincava com o irmão mais velho e encontrou a "cabeça do diabo", um pedaço de jacarandá vermelho de catorze séculos. Todas as peças encontradas foram datadas e identificadas pelo processo do carbono 14, no Laboratório Paleontológico da pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul, e entre os materiais analisados estão pedaços de pau-sangue de até 148 mil anos de petrificação. Aos quinze anos Braz Campos de Araújo saíu do município para estudar música e teologia - foi seminarista - mas ao voltar recomeçou os mergulhos aos achados. A primeira exposição das peças, no entanto, só foi realizada em 1982. Apaixonado pelas madeiras que encontra no fundo do rio, fez um curso de paleontologia fóssil por correspondência. Para se sustentar, no entanto, ganha dinheiro com a reforma de estofados, reparo de instrumentos, fabricação de caixas de violão e violino. Este artigo está licenciado sob a GNU Free Documentation License.
É uma adaptação do artigo da Wikipédia "Braz Campos Araújo". |
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